segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Dom Pedro I na Vila de Mogi das Cruzes, 1822.

Pesquisa Prof. Me. Glauco Ricciele


DOM PEDRO I NA VILA DE MOGY DAS CRUZES
NERIVAL RODRIGUES, 2014

DOM PEDRO I


Estrada Real de São Paulo - Rio de Janeiro
  
DO RIO DE JANEIRO A SÃO PAULO
A viagem do Príncipe Regente Dom Pedro I a São Paulo, em agosto de 1822, foi programada deste janeiro do mesmo ano, sua razão foi solucionar os conflitos políticos da província e obter a unidade na região de São Paulo, necessária naquele momento de enfrentamento político com as Cortes de Lisboa e de consolidação da sua permanência no Poder.

No dia 14 de agosto de 1822, Dom Pedro I deixou o Paço Real no Rio de Janeiro rumo a São Paulo, acompanhado de apenas cinco pessoas: Luís de Saldanha da Gama seu Secretário de Estado especial para despachos e expedição de ordens, Francisco Gomes da Silva, Major Francisco de Castro Canto e Melo irmão da Marquesa de Santos, e dois criados do Paço Real, João Carlota e João de Carvalho. Durante a viagem foram se incorporando-se mais homens a comitiva. Tenente-Coronel Joaquim Aranha Barreto de Camargo, Padre Belchior Pinheiro, Coronel Antônio Leite Pereira da Gama Lobo, Coronel Manuel Marcondes de Oliveira, Coronel João Ferreira e o filho dele, Francisco Ferreira. O percurso da viagem foi feita pelo “Caminho Velho”, rota de ligação da Provincia de São Paulo a capital do reinado Rio de Janeiro.


A Chegada em Nossa Senhora da Escada

FREGUESIA DA NSA. DA ESCADA. (ATUAL CIDADE DE GUARAREMA)
DEBRET, 1827.

Passamos pela paroquia de N.S. da Escada, outrora aldeia de índios. Existem tão poucos hoje que não percebi um único nem na cidade nem nos arredores. Este povoado conserva entretanto o nome de aldeia. Está assente numa colina sobre o Paraíba e é pouco importante. A maioria das casas cerca uma grande praça e pode-se avaliar quanto é pobre pelo fato de que inutilmente pedi aguardente de cana em várias vendas. Existem no entanto poucos lugares onde este gênero seja tão vulgar e de vendagem tão baixa.
Desde que atravessamos o Paraíba, a região não é mais a mesma; tornou-se montanhosa, e, de Jacareí até aqui, cortamos constantemente matos. Paramos no sítio de um agricultor que nos permitiu, muito delicadamente, pousássemos em sua casa. Esta coberta de telhas, é a melhor que vimos depois de Jacareí. Entre tanto, veste-se seu dono, tal qual os de mais roceiros: camisa e calção de algodão. Não parece mais inteligente e ativo do que o resto de seus compatriotas, e enquanto conversava comigo catava piolhos à cabeça e matava-os sem cerimônia. Em nenhuma outra parte do Brasil, tal cevandija é tão frequente quanto aqui. As crianças e mulheres têm a cabeça cheia. Vêem-se umas e outras a matarem reciprocamente os piolhos, tranquilamente sentadas à soleira das portas e não pensando em interromper tal ocupação quando os transeuntes as encaram.
Auguste de Saint-Hilaire, 29 de Março de 1822


A Vila de Mogy das Cruzes saúda D. Pedro I

IGREJA MATRIZ DE MOGI DAS CRUZES.
THOMAS ENDER, 1817
A vila de Mogy das Cruzes aguardava ansiosamente a chegado do Príncipe Regente D. Pedro I, segundo Isaac Grinberg, D. Pedro chega no fim da manhã do dia 23 de agosto de 1822. Mogy das Cruzes era uma vila singela com poucas produções, apenas cana de açúcar e algodão. Também fabricava balaios onde era referencia na província. Mesmo limitada a vila se preparou para a grande chega, janelas foram ornamentadas, as igrejas enfeitadas com flores e principalmente a limpeza foi rigorosa. No mesmo ano a Câmara Municipal, decreta que os moradores guardem seus animais, retirando galinhas, bois e porcos das ruas e limpe suas foças para que o mal cheiro não incomode os visitantes ilustres.

D. Pedro é recebi com todas as honras pelo capitão-mor desde a Igreja de N.S. da Escada, Na vila de Mogy foi recebido pela população na Igreja Matriz de Sant’Anna com uma missa e posteriormente vai a Câmara Municipal realizar alguns despachos com seus auxiliares. Para o aguardado descanso possivelmente foi encaminhado para o Convento do Carmo, pois era o único local com as mínimas condições para acomodar o Príncipe Regente e sua comitiva.

MOGI DAS CRUZES, THOMAS ENDER 1817

Quando se está a três quartos de légua de Mogi, começa-se a avistar a vila. Muda o aspecto da região inteiramente, atinge-se então um vale largo, e pantanoso, cuja vestimenta é puramente herbácea, limitado à direita por montanhas cheias de mato e bem altas (a serra do Itapety) e à esquerda por colinas. (...)
Uma calçada bem-feita dá passagem pelo brejo e assim se chega ao Tietê, cujas águas parecem quase pretas. Não tem o rio maior largura que o Essonne em frente de Pithivers. Transpõe-se-o numa ponte de madeira além da qual continua a calçada ainda por algum tempo e chega-se logo à cidade. Depois de atravessá-la encontrei José, que tomara a dianteira, alojado numa estalagem à beira da estrada. Esta hospedaria é tal qual as de Baependi e Taubaté. Não preciso pois descrevê-la.
Dissera-me Rafael Tobias de Aguiar, quando o vira no Rio de Janeiro, em janeiro último, que debalde procuraria eu um tropeiro que me levas se as malas ao Rio de Janeiro; muito mais facilmente, porém, o acharia em Mogi do que em São Paulo. E, com efeito, teve a delicadeza de dar-me uma carta para o sargento-mor desta cidade, o Sr. Francisco de Melo. Depois de arranjar
minhas plantas dirigi-me à casa deste oficial miliciano. Ali encontrei vários homens, entre os quais diversos padres a jogar. Fizeram-me sentar e pouco tempo depois chegou o sargento-mor.
Auguste de Saint-Hilaire, 30 de Março de 1822

- Oficio da Câmara de Mogi das Cruzes a Câmara de São Paulo, 26 de Janeiro de 1822
“De mãos dadas com o resto do Povo, está pronta para ver esgotar-se o ultimo pingo de sangue, antes de ser ultrajado os seus direitos (...). Não haverá Mogiano algum como Paulista que são, que da primeira voz não mostre que ainda em suas veias palpita o sangue dos antigos e honrados paulistas, os quais tinham sim uma só palavra; é esta sendo a da honra e da verdade, e por ela sempre darão suas próprias vidas. ” Extraído do Livro Viajantes Ilustres em Mogi das Cruzes. Isaac Grinberg.

- Carta do Bispo de São Paulo Dom Matheus de Abreu Pereira a Câmara de Mogi das Cruzes e Vale do Paraíba, 2 de julho 1822
“Devemos nos contar com uma das maiores felicidades a vinda de Sua Alteza Real o Senhor Príncipe Regente a esta Província, que vem pela primeira vez a este vasto continente, ordenamos a Vossa Mercê que inteligenciando-se com o respectivo comandante faça todos os ofícios e maiores honras possíveis ao mesmo Senhor, observando em tudo o Ritual Romano nesta parte o que lhe havemos por muito recomendado ”. Extraído do Livro Viajantes Ilustres em Mogi das Cruzes. Isaac Grinberg.

Mogi das Cruzes fica situada num vale largo e pantanoso, limitado de um lado por colinas e do outro pela serra do Tapeti (Itapety), que não é provavelmente se não um contra forte da Mantiqueira. Esta vizinhança apresenta mais ou menos a forma de um paralelogramo. As ruas são bem largas, mas de casario pequeno e bem-feito. No largo principal, que é quadrado, contam-se diversos sobrados, mas não mais bonitos do que os outros prédios. A igreja paroquial ocupa um dos lados da praça. É bastante, mas mal ornamentada. Três outras igrejinhas que não vi ainda são piores, disseram-me.


Os Estandartes






Mogi das Cruzes guarda duas preciosidades do Período Colonial e Imperial do Brasil, dois estandartes um representado a Corte Real Portuguesa (Bandeira de D. João V) e a primeira Bandeira do Império do Brasil pós Independência utilizada nos três primeiros meses de setembro a dezembro de 1822. O surgimento inicial das bandeiras em nossa cidade ainda é um mistério, cogitamos que o estandarte da Família Real Portuguesa tenha sido adquirido antes de 1822, pois o mesmo era utilizado pela Câmara Municipal em sessões solenes. Já a primeira bandeira do Império do Brasil possivelmente foi adquirida na década de 1820, pois a qualidade do material e sua deterioração levam a tal data.


Bandeira da Casa Real Portuguesa



(Bandeira El-Rei Dom João V (1707-1750) Dom José (1750-1777), El-Rei Dom Pedro III (1777-1786) e Rainha Dona Maria I (1777-1816)
- As 5 quinas simbolizam os 5 reis mouros que D. Afonso Henriques venceu na batalha de Ourique.
- Os pontos dentro das quinas representam as 5 chagas de Cristo. Diz-se que na batalha de Ourique, Jesus Cristo crucificado apareceu a D. Afonso Henriques, e disse: "Com este sinal, vencerás!''. Contando as chagas e duplicando por dois as chagas da quina do meio, perfaz-se a soma de 30, representando os 30 dinheiros que Judas recebeu por ter traído Cristo.
- Os 7 castelos simbolizam as localidades fortificadas que D. Afonso Henriques conquistou aos Mouros.
- Ramos de Algodão e Tabaco.
- Coroa Real com um barrete forrado em cor vermelha
- Escudo terminado em bico contra curvado, no formato dito francês.
- O vermelho simboliza a coragem e o sangue dos Portugueses mortos em combate.

  
Estandarte Imperial



 - O retângulo verde está vinculado às cores da Casa de Bragança em Portugal.
- Em losango em cor Amarela vincula a Casa de Habsburgo. (Imperatriz Leopoldina)
- Dentro do Escudete em circulo 19 estrelas representando as 19 províncias do Brasil (Cisplatina, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Grão-Pará, Espirito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão)
- Ramos de Café e Tabaco remetendo ao cultivo do Nacional.
- A Cruz de Cristo ao centro que nos lembra Portugal e a Ordem dos Cavaleiro de Nosso Senhor Jesus Cristo, nome que, em Portugal, tomou a Ordem dos Cavaleiros Templários.
-A Esfera Armilar é o símbolo do poder em Portugal. É uma espera formada por armilas que são círculos metálicos. Simbolizam o mundo descoberto por Portugal.
-A Coroa acima do Brasão de Armas está a Coroa Real Vermelha (diferente da Coroa Imperial em Cor Verde)
-A Cruz acima da Coroa significa que Deus está acima do Imperador.

O autor desta bandeira foi o pintor Jean Baptiste Debret, com colaboração de José Bonifácio de Andrada e Silva. As estrelas representavam as províncias brasileiras.


"Havendo o Reino do Brasil, de quem sou Regente e Perpétuo Defensor, declarado sua Emancipação Política, entrando a occupar na Grande Família das Nações o lugar que justamente lhe compete como Nação Grande, Livre e Independente; sendo por isso indispensável que elle tenha hum Escudo Real D’Armas, que não só o distingão das Armas de Portugal e Algarves até agora reunidas, mas que sejão características deste rico e vasto continente; e Desejando Eu que se conservem as Armas que a este Reino forão dadas pelo Senhor Rei Dom João VI, Meo Augusto Pay, na Carta de Ley de 13 de Maio de 1816 e ao mesmo tempo Rememorar o primeiro Nome que lhe foi imposto no seu feliz Descobrimento e Honrar as dezenove Províncias comprehendidas entre os Grandes Rios, que são seus limites naturaes e lhe formão sua integridade que Eu Jurei sustentar: Hey por bem, e com o Parecer de Meo Conselho d’Estado, Determinar o seguinte:- Será d’ora em diante o Escudo deste Reino do Brasil, em campo verde huma esphera Armilar de ouro atravessada por uma Cruz da Ordem de Christo, sendo circulada a mesma Esphera de dezenove Estrelas de prata em uma orla azul; e firmada a Coroa Real Diamantina sobre o Escudo, cujos lados serão abraçados por dois ramos das plantas de Caffé e Tabaco, como Emblemas de sua riqueza comercial, representados na sua própria cor e ligados na sua parte inferior pelo Laço da Nação. A Bandeira Nacional será composta de hum paralellogramo verde e nelle inscripto hum quadrilátero rhomboidal côr de ouro, ficando no centro deste Escudo das Armas do Reino do Brasil. – José Bonifácio de Andrada e Silva, do Meo Conselho de Estado e do Conselho de Sua Magestade Fidelíssima o Senhor Rey Dom João Sexto e Meo Augusto Pay, e Meo Ministro e Secretário de Estados de Negócios do Reino e Estrangeiros, o tenham assim entendido e faça executar com os Despachos necessários. – Paço em 18 de setembro de 1822."


"Havendo sido proclamada com a maior espontaneidade dos povos a Independência política do Brasil, e a sua elevação à cathegoria de Império pela minha solemne Acclamação, Sagração e Coroação, como seu Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo: Hei por bem Ordenar que a Corôa Real que se acha sobreposta no Escudo d’Armas, estabelecido pelo meu imeperial Decreto de 18 de Setembro do corrente anno, seja substituída pela Corôa Imperial, que lhe compete, a fim de corresponder ao gráo sublime e glorioso em que se acha constituído este rico e vasto continente. – Paço, 1º de Dezembro de 1822, 1º da Independência e do Império. Ass.) – O Imperador. – José Bonifácio de Andrada e Silva."
Bandeira do Reino do Brasil (setembro a dezembro de 1822)


Saídas de Mogy das Cruzes

Com curta estadia na Vila de Mogy, D. Pedro I deixa a cidade pela manhã de 24 de agosto de 1822. Antes de sua partida foi realizado uma missa solene na Igreja Matriz de Sant’Anna.
  
Logo depois de Mogi encontramos normalmente brejos cobertos de erva espessa. A uma légua da cidade atravessamos o rio Jundiaí, que perto
dali lança-se no Tietê, e cerca de meia légua mais adiante cortamos o Taiaçupeba.

Atravessa-se em ponte de madeira, que se está reparando atualmente. Alcançamos-lhe a outra margem sem maior acidente. Depois de Taiaçupeba começam as matas. Os brejos reaparecem em seguida, depois as matas e assim por diante até aqui. Nos pântanos, fez-se uma calçada que, em geral, está em muito bom estado. Entretanto, depois do rio Guaió, encontramos pântanos muito perigosos. Os burros atolaram-se quase que até o peito num lodo preto como tinta. Um deles caiu duas vezes e foi preciso descarregá-lo outras tantas. Antes de aqui chegarmos vimos algumas casinhas à beira da estrada.









Independência ou Morte


Napoleão na Batalha de Friedlândia
Ernest Meissonier, 1875



Independência ou Morte
Pedro Américo, 1888



Observa-se que o Quadro de Pedro Américo, “Independência ou Morte” confeccionado em 1888, 66 anos após a Proclamação da Independência é mera copia do Quadro de Ernest Meissonier “Napoleão na Batalha de Friedlândia” de 1875. Uma alegoria adaptada ao contexto histórico Brasileiro.



“D. Pedro, tremendo de raiva, arrancou de minhas mãos os papéis e, amarrotando-os, pisou-os e deixou-os na relva. Eu os apanhei e guardei.
Depois, virou-se para mim e disse:
- E agora, padre Belchior?
Eu respondi prontamente: - Se Vossa Alteza não se faz rei do Brasil será prisioneiro das Cortes e, talvez, deserdado por elas. Não há outro caminho senão a independência e a separação.
D. Pedro caminhou alguns passos, silenciosamente, acompanhado por mim, Cordeiro, Bregaro, Carlota e outros, em direção aos animais que se achavam à beira do caminho. De repente, estacou já no meio da estrada, dizendo-me:
- Padre Belchior, eles o querem, eles terão a sua conta. As cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de rapazinho e de brasileiro. Pois verão agora quanto vale o rapazinho. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações. Nada mais quero com o governo português e proclamo o Brasil, para sempre, separado de Portugal.
Respondemos imediatamente, com entusiasmo:
- Viva a Liberdade! Viva o Brasil separado! Viva D. Pedro! O príncipe virou-se para seu ajudante de ordens e falou:
- Diga à minha guarda, que eu acabo de fazer a independência do Brasil. Estamos separados de Portugal.
O tenente Canto e Melo cavalgou em direção a uma venda, onde se achavam quase todos os dragões da guarda”. Relato do Padre Belchior


“Poucos minutos poderiam ter-se passado depois da retirada dos referidos viajantes (Bregaro e Cordeiro), eis que percebemos que o guarda, que estava de vigia, vinha apressadamente em direção ao ponto em que nos achávamos. Compreendi o que aquilo queria dizer e, imediatamente, mandei formar a guarda para receber D. Pedro, que devia entrar na cidade entre duas alas. Mas tão apressado vinha o príncipe, que chegou antes que alguns soldados tivessem tempo de alcançar as selas. Havia de ser quatro horas da tarde, mais ou menos. Vinha o príncipe na frente. Vendo-o voltar-se para o nosso lado, saímos ao seu encontro. Diante da guarda, que descrevia um semicírculo, estacou o seu animal e, de espada desembainhada, bradou:
- Amigos! Estão, para sempre, quebrados os laços que nos ligavam ao governo português! E quanto aos topes daquela nação, convido-os a fazer assim!
E arrancando do chapéu que ali trazia a fita azul e branca, a arrojou no chão, sendo nisto acompanhado por toda a guarda que, tirando dos braços o mesmo distintivo, lhe deu igual destino.
- E viva o Brasil livre e independente!, gritou D. Pedro. Ao que, desembainhando também nossas espadas, respondemos:
- Viva o Brasil livre e independente! Viva D. Pedro, seu defensor perpétuo! E bradou ainda o príncipe:
- Será nossa divisa de ora em diante: Independência ou Morte! Por nossa parte, e com o mais vivo entusiasmo, repetimos:
- Independência ou Morte!”
Relato Coronel Manuel Marcondes de Oliveira

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