quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Mestre Chang Dai-Chien em Mogi das Cruzes

Chang Dai-Chien é considerado o maior pintor asiático, comparado como Picasso Chinês. Morou no distrito de Taiaçupeba em Mogi das Cruzes por 20 anos. Infelizmente poucas pessoas conhecem sua vida e obra. 

Chang Dai-Chien em Mogi das Cruzes.


 Pintura feita por Chang em Mogi das Cruzes em 1965.




segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Projeto pretende ‘resgatar’ Mogi



O artista plástico Nerival Rodrigues é natural de Pernambuco. Mora em Mogi há 30 anos e fez daqui a sua verdadeira casa. A paixão pela Cidade é tanta que agora ele e o professor e historiador Glauco Ricciele querem colocar em prática um projeto dedicado ao Município. “Memórias de Mogi das Cruzes” vai mostrar, por meio da arte, lugares e pessoas importantes que passaram ou moraram por aqui.

A princípio, Glauco e Nerival escolheram 17 temas sobre a Cidade. O artista  plástico reproduzirá todos eles em telas de medidas variadas: 60 por 80 e 40 por 50 centímetros. Enquanto isso, o historiador irá preparar um material escrito a respeito de cada lugar e pessoa selecionados. Em setembro - quando Mogi completará 453 anos -, eles pretendem realizar uma grande exposição que pode ser levada a vários pontos diferentes.

Para colocar o projeto em prática, no entanto, eles precisam contar com apoio financeiro, já que também querem produzir um catálogo e postais. “Parte destes postais vou doar à rede de ensino, pois é importante a preservação da história de Mogi”, comenta Nerival. Caso consigam patrocínio, eles dizem que pretendem realizar outras edições da mostra, com novos temas. “Vamos ver se sensibilizamos um empresário, alguém que possa nos ajudar, pois é um trabalho que interessa a toda Mogi”, diz Nerival.

Para se ter uma ideia dos custos de uma exposição como essa, cada quadro, com 50 por 70 centímetros, precisa de um investimento de R$ 300,00. “As tintas, as telas, tudo isso é caro. Já fiz muitas exposições com investimento do próprio bolso, mas agora não tenho como”, avisa o artista plástico, que já tem parte das telas prontas.

Uma delas retrata a antiga Igreja do Rosário – onde hoje está o Hotel Binder. “Essa Igreja era um patrimônio. Não poderia ter sido ‘vendida’ e o local transformado em empreendimento comercial”, observa Glauco, que ainda destaca outros temas, como o centenário do União Mogi Futebol Clube e a passagem de figuras ilustres, como Volpi, o mestre Chang Dai Chien - considerado um dos artistas plásticos mais importantes do mundo -, Mauricio de Sousa e Victor Brecheret, pela Cidade.

“Muita gente ainda não sabe dessas histórias, mais ao mesmo tempo, o povo mogiano é muito ligado à sua história”, aponta Glauco. A Festa do Divino é um exemplo, segundo o historiador e o artista plástico.

“Tenho até pedido para que a nova geração das artes plásticas não deixe de retratar essa festa, que é muito importante para a Cidade e leva o nome dela a outros lugares”, comenta Nerival. “Tem muita gente que só conhece a Festa do Divino por conta dos quadros de Nerival”, acrescenta o historiador.

Os dois acreditam que o projeto também serve de alerta. “É preciso chamar a atenção para a necessidade de se conservar o que ainda temos”, aponta o artista plástico. Além de Mogi, os dois já estão conversando sobre a montagem da exposição na Livraria Cultura, em São Paulo.

O começo

Nerival e Glauco se conheceram no ano passado, quando o artista plástico foi até a Etec Presidente Vargas, onde o historiador leciona. “Eu já havia conversado com outros historiadores, mas ele se interessou pela ideia de imediato”, recorda Nerival.

Glauco é envolvido com a historia de Mogi e tem um material didático disponível no youtube como Glauco Ricciele. “Tenho também meu blog, o ‘Confraria Mogiana’, mas preciso voltar a postar”, comenta.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

O Diário de Mogi: Mogi discute mudanças no brasão


Na próxima sexta-feira, os secretários municipais de Cultura, Mateus Sartori; de Educação, Rosemary Rogerro, e de Segurança, Eli Nepomuceno, darão início a uma discussão que promete se estender à sociedade civil: a utilização do brasão oficial em todos os prédios públicos, placas, documentos, e uniformes de alunos da Rede Municipal de Ensino, em substituição aos slogans e logomarcas, que mudam a cada nova gestão.
Por conta do pleito eleitoral do ano passado, segundo informações da Prefeitura, os departamentos e patrimônios do Executivo já não estão mais com essas marcas. A ideia do prefeito Marco Bertaiolli (PSD) é mantê-los limpos de possíveis identificações partidárias que os futuros prefeitos pensariam em implantar como, até então, era de costume.
Bertaiolli se apoia no fato de que cada vez que o prefeito muda ou há eleição municipal, esse material publicitário é trocado, causando ônus aos cofres públicos. Além disso, o uso do brasão oficial e a frase “Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes” já seriam suficientes para identificar o patrimônio e, mais ainda, resgatar o símbolo cívico que, na visão de alguns historiadores, possuem diversos elementos que caracterizam Mogi.
A discussão entre os secretários, no entanto, seria no sentido de analisar a necessidade de uma modernização dessa identificação visual, tanto no desenho em si, criado em julho de 1931 pelo Ato nº 48 instituído pelo então prefeito Coronel Eduardo Lejeune, de autoria do diretor do Museu Paulista, Affonso de Taunay e desenhado por J. Wasth Rodrigues, como da frase “Prefeitura..”, pois já há quem diga que o brasão foi criado pensando em vila e Mogi já é uma cidade razoavelmente grande.
A intenção de Bertaiolli é encaminhar um projeto de lei à Câmara Municipal determinando a extinção dos slogans e logomarcas e fomentando os debates sobre o assunto.
O professor e historiador, Glauco Riccieli fez um trabalho, recentemente, de avaliação do brasão oficial. Ele é composto por dois bandeirantes, que seriam os protetores do escudo. Um deles, empunha a bandeira de Santana, padroeira de Mogi e o outro um arcabuz, que é uma arma antiga. O escudo principal, conhecido como gibão, está espetado com três flechas para simbolizar as duras lutas que os mogianos tiveram de enfrentar. Para ser desenhado, ele foi baseado como o que aparece em um quadro de Debret, que é a única iconografia documentada da vestimenta de um bandeirante. A obra chama-se “Combate aos índios Botocudos com soldados milicianos de Mogi das Cruzes”.
“Já os cinco escudetes que existem no brasão recordam e simbolizam uma série de fatos da história local com as armas de Braz Cubas e de Braz Cardoso; o Rio Tietê, “M`boygi`”, o Rio das Cobras; três cruzes da Ordem de Cristo; duas coroas murais de ouro uma roda dentada de engrenagem que quer mostrar a industrialização da Cidade”, explica o historiador.
Porém, há uma falha no brasão apontada por Riccieli. Dois ramos laterais junto aos pés do escudo principal representam as plantações e fumo e de cana, que não são típicas de Mogi. O que faz o símbolo ser ainda mais discutido é o fato de em cima conter três torreões que simbolizam Vila e, como já está sendo dito, a Cidade não é mais uma Vila. Historiadores procurados para comentar o debate não se manifestaram, alegando que há outros assuntos mais importantes para se tratar. (Sabrina Pacca)