sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Cadê os Retábulos da antiga Igreja Matriz de Mogi das Cruzes?


Muito se fala a respeito, mas pouca gente sabe da verdadeira história. Em 1952 com o início da demolição do antigo templo em estilo eclético, o pároco Cônego Roque Pinto de Barros sem verba para iniciar a construção da nova igreja matriz em estilo romano realiza um acordo com o então Pe. Griecco e Pe. João Batista de Carvalho (curiosamente Padre, Deputado e Jornalista) para a venda dos retábulos do antigo templo. A nave da antiga igreja matriz tinha 6 retábulos com diversos santos (imagem da planta em anexo), o retábulo de NSa. do Rosário e NSa. das Graças foram vendidos para o Pe. João Carvalho pároco que levou as peças para a recém-construída Paroquia de NSa. do Brasil no Jardim América na Capital de São Paulo. 

Já os quatro restante foram desmontamos e partes doadas a Igreja São José Operário, no bairro do Mogilar em Mogi das Cruzes e Igreja de NSa dos Remédios em Salesópolis. Os retábulos possivelmente foram talhados pelo Pe. Guilherme Pompéu residente em Araçariguama interior de São Paulo no século XVI. Foram gastos na compra e restauro dos dois retábulos 600 mil Cruzeiros pagos pelo Banco Comercial do Estado de São Paulo responsável pela construção e ornamentação do templo paulistano. Segundo relatos as condições dos retábulos eram péssimas, cheios de cupins e apodrecidos. Tanto que o famoso altar de Nossa Senhora do Brasil de dois retábulos viraram um. Os responsáveis por esta montagem e restauro foram o Prof. Dr. Antonio Paim Vieira e os Irmãos Zuanela.

Hoje resta a Mogi das Cruzes apenas lamentar a perda deste grande patrimônio artístico. Nada poderá ser realizado em prol da volta deste altar, a peça foi vendida e não emprestada com muitos mogianos pensam. Cabe à geração contemporânea zelar por nossos patrimônios culturais, para que gerações futuras não sintam a frustração de perca que sentimos hoje. 


Baixe a imagem para visualizar com maior clareza.


Altar Mor da Igreja Matriz. Muitos pensam que este altar é que foi vendido. Esta peça foi inteiramente demolido.


Ao fundo um dos retabulos vendidos para Nsa do Brasil.


Fotos da demolição da antiga matriz. podemos ver os nichos onde os retábulos ficavam.




Fotos da Igreja Nsa do Brasil e seu Altar Mor


Fonte: nossasenhoradobrasil.com.br


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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

domingo, 3 de novembro de 2013

Portal G1: Esculturas e Lendas atream público ao Cemitério São Salvador em Mogi

Mais uma vez Portal Confraria Mogyana na responsabilidade do Prof. Glauco Ricciele, contribuiu para mais um publicação postada no Portal G1 do Grupo Globo de Comunicação. A Confraria Mogyana agradece o Portal G1 e a Repórter Jamile Santana pela oportunidade e confiança neste trabalho.

Link



domingo, 25 de agosto de 2013

Descaso no Cemitério São Salvador.

Em meio a especulação imobiliária dos grandes centros, cada ano nossas cidades perdem suas áreas urbanas de valor patrimonial, portanto, portadoras de um duplo caráter: são bens de caráter artístico-cultural e são suportes da memória social portadoras de um valor histórico. Curiosamente até nos cemitérios a ineficácia de politicas e a desvalorização da memoria social geral o descarte de restos mortais e demolições de jazigos artisticamente confeccionados a décadas, que embelezam um panorama bucólico, para darem lugar a jazigos sem estética. E o caso corriqueiro do Cemitério São Salvador instalado em 1871 em Mogi, desde 2010 venho levantando dados referentes a jazigos com importância história e arquitetônica. Em três anos após o levantamento perdemos duas peças de valor inestimável. Jazigo da família Arouche de Toledo antigos tabeliões do município era composto de bustos dos patriarcas confeccionados em Mármore estilo Carrara e o Jazigo da família Mello Franco, único exemplar em estilo gótico, confeccionado em 1875. Ambos foram demolidos, dando lugar a túmulos com gavetas, aumentando a disponibilidade de local para sepultamentos.





Jazigo da Família Arouche de Toledo ( a cima)

Jazigo da Familia Mello Franco (a baixo)















segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Tortinho

Entre as inúmeras tradições da culinária de nossa Mogi das Cruzes, está o Tortinho, salgado vendido a mais de 50 anos na Festa do Divino Espírito Santo.  O Tortinho para os mogianos ou Bolinho Caipira, fora de Mogi, mas o importante nesta relação é a tradição na confecção da iguaria. Segue a história que o antigo bolinho caipira esta presenta em nossa culinária há anos, mas com a colonização portuguesa e espanhola em nossa região no final do século XIX a receita se modifica. Nas primeiras décadas do século XX as senhoras, deixavam de por uma medida exata de farinha de milho, substituindo por metade das medidas entre farinha de milho e mandioca. Desta forma a massa torna-se mais dura e crocante, diferente o antigo bolinho caipira massa um pouco molenga. No recheio pouco se mudou, sua base continua com a tradicional carne moída, mas a mogianos que a substitui por carne seca, deixando de ser Tortinho e virando o tradicional Jeguinho . A maior transformação durante as décadas foi no formado do salgado que tornou-se meia lua, deixando a antiga aparência de kibe.

Essa iguaria só foi introduzida na festa do divino após sua fase de decadência, pós anos 1940, sendo que na década de 1950 a festa ressuscita com outras tradições. O Tortinho em conjunto com o Afogado tornaram-se as estrelas da quermesse da Festa do Divino como entre outras festas pela a cidade de Mogi das Cruzes.

domingo, 18 de agosto de 2013

O Alto da Boa Vista, um "Remédio" para a memória.

O bairro Alto da Boa Vista ou mais conhecido como Remédios é considerado o primeiro bairro de nossa Mogi das Cruzes. Primeiramente suas terras eram pertencentes à Chácara de Gaspar Vaz, bandeirante fundador de Mogi das Cruzes em 1610. No século XIX as primeiras moradias de taipa eram erguidas nas encostas originando a formação do bairro. No passado geograficamente havia grandes problemas, pois a organização urbana foi se aglomerando nas encostas, outro agravante era o rio que corta do centro para o bairro, criando uma vale. Neste local no final do século XIX foi construída uma Bica onde lavadeiras lavavam roupas de inúmeras famílias da cidade. Nos anos 1960 toda a área foi revitalizada e tornou-se praça, mas o rio foi canalizado em péssimas formas, gerando inúmeras enchentes no local por mais de 40  anos. Na gestão do prefeito Francisco Ribeiro Nogueira (1993-1994), iniciou-se uma reforma visando melhorias nos encanamentos e na Praça conhecido como Largo primeiro de setembro. Infelizmente Francisco Nogueira não pode concluir as obras, sofre um infarto e morre em 1994, seu vice Manoel Bezerra de Melo concluir as obras e inaugura no local do largo, um busco homenageando seu antecessor. Desde 1996 não a registros de enchentes no local, deixando comerciante e moradores tranquilos.  O bairro com suas particularidades foi homenageados em uma tela pintada pelo renomado Artista Plástico Alfredo Volpi na década de 1970, o pintor traça em sua tela uma bela paisagem da Rua Major Arouche de Toledo, onde podemos comparar foto e tela abaixo.


Hoje o bairro dos Remédios reúne um seleto grupo de moradores tradicionais, a famílias que vivem no bairro a gerações, reunindo tradições e em suas moradas, preserva traços de nossa arquitetura. Andar pelo bairro para alguns gera um saudosismo, casas sem garagem, ruas pequenas e estreitas, vizinhos conversando entre janelas. Mogi das Cruzes se evoluiu, mas os Remédios guardou em si a essência de nossa Mogi.