sábado, 28 de julho de 2012

Santa Irresponsabilidade: O andor de Sant'Anna

A imagem de Sant’Anna se remonta com a própria história do catolicismo em Mogi das Cruzes. Possivelmente a origem desta seja datada do século XVIII, pois olhos de vidro começaram a ser utilizados como detalhes realistas neste período, não sabemos se foi confeccionada no Brasil ou mesmo Portugal. Sua composição é de Barro/Argila com uma pequena superfície de acabamento em gesso/porcelana. Nos primórdio a imagem não se caracterizava na posição atual. A mesma era na disposição Sant’Anna frente com Maria, Atualmente elas se encontram lado a lado. Outra modificação foi o aumento de seu trono realizado no ano de 1935 pela ordem do Pe. Cícero Revoredo. No ano de 1955 foi realizada a ultima procissão utilizando a histórica imagem. Na ocasião o então Pe. Cônego Roque Pinto de Barros realizou a entronização de Sant’ Anna na nova igreja Matriz da cidade, pois o antigo templo foi demolido um ano antes. A imagem durante um ano ficou sobre guarda da igreja do Rosário.
Na década de 1960, Dom Paulo Rolim Loureiro, já idealizava a modelagem de uma replica da antiga imagem. Desta forma a mesma poderia ser manuseada e utilizada sem restrições. Dom Airton José dos Santos, último bispo da Diocese e atual Arcebispo Metropolitano de Campinas, chegou a contatar empresas para instalar uma redoma de acrílico em volta da imagem.
O ocorrido na procissão de Sant’Anna de 2012 é surreal, um pároco liberar a saída de uma imagem histórica numa procissão pelas ruas de Mogi das Cruzes é inadmissível. A probabilidade da mesma sofrer com as intemperes era enorme ou mesmo o molejo do andor pode afetar a frágil estrutura. E infelizmente a probabilidade ocorreu, tanto que a mão (estava quebrada a anos, mas se agravou ao extremo) e a vestimenta da imagem na altura da cintura esta rachada, o gesso esta exposto. A mãe a imagem já estava rachada?... Não estava!!! a diferença da rachadura atual e das antigas esta na coloração. A atual esta branca e não amarela como as antigas com a mão direta da imagem.
É triste mais Mogi das Cruzes não corresponde positivamente na preservação de seus bens históricos. Nunca uma imagem com o valor histórico e monetário como a de Sant’Anna poderia sair às ruas.





  



3 comentários:

  1. Que fato extremamente insano de quem permitiu a saída da santa, realmente um descaso com o povo mogiano.Bem, agora o que nos resta? Apenas lamentar, pois um patrimônio como esse, um patrimônio da população foi entregue a mão de pessoas que nem sequer conhecem a história.

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  2. Realmente, é lamentável a imagem é um patrimonio da cidade é uma imagem sacra lindíssima. quantas vezes eu parei em frente para admira-la e para orar.
    Espero que a Diocese não permita que qualquer um faça o restauro necessário pois será necessário alguém qualificado e não qualquer artista.
    E, quanta imaturidade querer fazer surpresa para o povo, o povo se assustou com tamanha irresponsabilidade.

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  3. Imaturidade de quem colocou a imagem á exposição, não foi maduro o suficiente para analisar quais risco teria, mostra que não conhce a história do municipio e da peça. Uma peça que diz muito sobre a religiosidade do povo mogiano, uma imagem linda. Por causa de atitudes como essa, vamos perdão nossa tradição, nossa história. Lamentavel!!!

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