quarta-feira, 2 de maio de 2012

Pecado na Terra das Cruzes: A prostituição em Mogi

Prostitutas, Meretrizes ou Mulheres da Vida, denominações não faltam para caracterizar as  mulheres profissionais do sexo. Mulheres estigmatizadas há séculos e mau vistas pelas sociedades onde atuam.
Em nossa Mogi das Cruzes, segundo antigos moradores os anos de 1940 a 1970, a prostituição ocorria em todas as camadas sociais, seus pontos de atuação variava com a demanda ou mesmo necessidade de clientes.
Casas na Rua Ipiranga altura da Avenida Japão, concentrava sua demanda em caminhoneiros e viajantes que utilizavam a estrada Rio-São Paulo, hoje Radial Leste.
Casas prostibulo como Macuco serviam a alta classe da sociedade mogiana, seu endereço era atrás das Igrejas do Carmo. Já o Macuquinho era desfrutado pelos mais pobres ou mesmo operários e profissionais liberais, a casa ficava nas vielas da Vila Natal, hoje nas redondezas da “Café Lourenço”.
Mas problemas sempre rondavam esses casas pela sua ilegalidade e casos de cárcere privado impedindo que mulheres fossem embora, ficando pressas a ameaças e dividas. A solução foi enfrentar as ruas da pacata Mogi.
Neste meio mulheres ficaram marcantes em nossa história como “Iolanda”, “Iracema” e “Aurora”. Mulheres que nas ruas modificaram a exposição da profissão. Socialmente eram segregadas a quatro ruas no centro de cidade, a localidade ficou conhecida como "Quadrilátero do Pecado" em torno da Praça Oswaldo Cruz
Hoje a prostituição se modificou, ruas e casas são utilizadas para a venda do sexo e até mesmo telefones públicos são utilizados como recursos de publicidade. O futuro repete o passado e a profissão mais antiga do mundo se perpétua.  

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