sexta-feira, 25 de maio de 2012

Festa do Divino de Mogi das Cruzes


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Blog Divino Livro por Darwin Valente


Um Livro de Ouro produzido por Francisco de Souza Mello, em 3 de maio de 1923, com objetivo de arrecadar fundos para a realização da Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes daquele ano foi o ponto de partida para uma iniciativa inédita dos alunos da Escola Técnica Estadual Presidente Vargas: a criação de um blog, com objetivo de utilizar a rede mundial de computadores para divulgar e debater a história e os rumos do mais antigo e tradicional evento folclórico-religioso da Cidade. O Livro de Ouro era a maneira encontrada pelos festeiros de tempos passados para arrecadar recursos para realizar a festa em homenagem ao Divino Espírito Santo. Ali, os cidadãos mais abastados da Cidade apunham suas assinaturas com ofertas em dinheiro para ajudar na feitura de doces e salgados que eram distribuídos gratuitamente aos fiéis durante a tradicional festividade de Mogi. Sob a orientação do professor de História e Sociologia, Glauco Ricciele Prado Lemes da Cruz Ribeiro, os alunos da Etec passaram a pesquisar 13 nomes que contribuíram para a festa e acabaram por levantar dados interessantíssimos da história de Mogi, já que muitos deles foram pessoas que participaram ativamente da vida política e social do Município em décadas passadas. Além de analisar a festa do início do século passado, bem diferente do evento de hoje em dia, os alunos avaliaram as tradições culturais da Festa do Divino e estão mostrando tudo no seguinte endereço: http://divinolivro.blogspot.com.br . Um endereço que vale a pena ser visitado.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Pecado na Terra das Cruzes: A prostituição em Mogi

Prostitutas, Meretrizes ou Mulheres da Vida, denominações não faltam para caracterizar as  mulheres profissionais do sexo. Mulheres estigmatizadas há séculos e mau vistas pelas sociedades onde atuam.
Em nossa Mogi das Cruzes, segundo antigos moradores os anos de 1940 a 1970, a prostituição ocorria em todas as camadas sociais, seus pontos de atuação variava com a demanda ou mesmo necessidade de clientes.
Casas na Rua Ipiranga altura da Avenida Japão, concentrava sua demanda em caminhoneiros e viajantes que utilizavam a estrada Rio-São Paulo, hoje Radial Leste.
Casas prostibulo como Macuco serviam a alta classe da sociedade mogiana, seu endereço era atrás das Igrejas do Carmo. Já o Macuquinho era desfrutado pelos mais pobres ou mesmo operários e profissionais liberais, a casa ficava nas vielas da Vila Natal, hoje nas redondezas da “Café Lourenço”.
Mas problemas sempre rondavam esses casas pela sua ilegalidade e casos de cárcere privado impedindo que mulheres fossem embora, ficando pressas a ameaças e dividas. A solução foi enfrentar as ruas da pacata Mogi.
Neste meio mulheres ficaram marcantes em nossa história como “Iolanda”, “Iracema” e “Aurora”. Mulheres que nas ruas modificaram a exposição da profissão. Socialmente eram segregadas a quatro ruas no centro de cidade, a localidade ficou conhecida como "Quadrilátero do Pecado" em torno da Praça Oswaldo Cruz
Hoje a prostituição se modificou, ruas e casas são utilizadas para a venda do sexo e até mesmo telefones públicos são utilizados como recursos de publicidade. O futuro repete o passado e a profissão mais antiga do mundo se perpétua.