domingo, 15 de abril de 2012

Tempe Sede Vacante em Mogi das Cruzes

“Tempe sede vacante” ou “Tempo do trono vazio”.  A partir de hoje 15 de abril, a Diocese de Mogi das Cruzes se torna “vacante”, “ vazia”. Estamos sem um pastor, um Bispo. O pastoreio esta nas mãos do “Colégio dos Consultores”, composto por doze padres de nossa Diocese. Estamos aguardando em breve dizer “Habemus Bispo”.

 
A Catedra simbolo episcopal - "vazia"

A Diocese de Mogi das Cruzes esta a espera do 5º Bispo, foram nossos pastores.

Dom Paulo Rolim Loureiro



Dom Emilio Pignolli



Dom Paulo Mascarenhas Roxo



Dom Airton José dos Santos



Posse de Dom Airton na Arquidiocese de Campinas - Os três bispos que passaram pela Diocese de Mogi das Cruzes-SP.


Crédito das fotos: Carolina Grohmann – Setor Imprensa, Arquidiocese de Campinas

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Sexta-feira 13: Mistérios e descobertas em Paranapiacaba


Histórias fantasmagorias são comuns em Paranapiacaba, a vila envolta em mistérios e medo. Andando pelas suas ladeiras de pedra, histórias como a “A Noiva”, “O Engenheiro” ou “Foço do Gustavo”, ilustram seu cotidiano pacato. A neblina se cobre como um véu de noiva toda a vila é misteriosa. Ontem dia 12 de abril os alunos dos 3º Anos e AVMs da Etec Presidente Vargas visitaram a vila. Curiosamente eu e o aluno Lucas Tavares fomos a procura do misterioso Vagão Funerário, antigo vagão onde eram levados os corpos de falecidos entre as cidades de Jundiaí, São Paulo e Santos. Este carro esta guardado a sete chaves pela CPTM e não é visto a anos por ninguém da vila e nem mesmo turistas. Mas sem revelar os artificio conseguimos registrar em fotos esta antiga preciosidade fúnebre. Ontem vivemos um dia de Indiana Jones... Isto é pesquisar e fazer HISTÓRIA. 













quinta-feira, 12 de abril de 2012

Rumo a Sexta-feira 13


Para todo bom supersticioso, a sexta-feira 13 é uma data com grande peso negativo. Dia para poucas conversas importantes e/ou fechar negócios. Vejamos como nasceu está data, segundo as tradições católicas.
Segundo antigos escritos no ano de 1375, houve uma armadilha feita pelo Papa Gregório XI, contra a Ordem dos Cavalheiros Templários. Nesta ocasião o papa ordenou que fossem queimados todos os grandes lideres da ordem as 3h00 da madrugada. Com essa atitude o pontífice se livraria definitivamente dos templários, ordem que ganhava cada vez mais adeptos e se fortalecia financeiramente. A partir de 1375, todas as sextas-feiras 13 tornar-se-iam amaldiçoadas.
Outra lenda diz respeito ao “horário das trevas”. A quem acredite que as 3h00 da madruga de uma sexta-feira 13 é o momento onde ”demônios” se libertam para promover o mal na terra. Neste caso os ”demônios” utilizam as 3h00 da madruga em forma de deboche copiando as 3h00 da tarde hora em que Jesus Cristo morreu (sexta-feira santa).  
Mas toda essa história não passa de uma lenda. Portanto a sexta-feira 13 não passa de mais um dia convencional, como todas as sextas-feiras. Dia este para curtirmos com nossos amigos e namorada o início de um belo final de semana!
Boa sexta-feira 13 a todos e um ótimo final de semana!!! Abraço... 

terça-feira, 10 de abril de 2012

domingo, 8 de abril de 2012

Parte II - Hanseníase: Prisioneiros do estigma.


Descasos com o Homem, não foram só praticados durante os primeiros anos da fundação do Hospital. Hoje em pleno século XXI, pacientes que ali faleceram foram enterrados no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, criado juntamente com o Hospital. A mais de 20 anos e o Poder Público não realiza reformas no local, o resultado é inúmeras formas de degradação. Sem portões  e muros o cemitério fica a mercê de Usuários de Drogas, Rituais Religiosos e Tráfico de Ossos. Jazigos abertos retratam essa degradação. O Estado não respeitou esses pacientes em vida, será que respeitaria pós-morte? O resultado esta nas fotos abaixo, publicadas no site www.saopauloantiga.com.br.









 



sexta-feira, 6 de abril de 2012

Rezas e Quebrantos: Benzedeiras e a Sexta-feira Santa.


Benzedeiras senhoras de coração puro, servem ao próximo sem interesses ou cobiça. O dom adquirido por elas são passados de geração a geração. Mas em nosso mundo atual, tal prática cada vez mais desaparece e junto dela a fé popular perde suas características. Para algumas mães as benzedeiras fazem o papel do médico, curando “buxo virado”, “Quebrante”, “Bicha” e “Espinhela”.

Te curo de carne quebrada, torna te a soldar./
Nervo torto torna a seu lugar./
Nervo que retorceste, Deus que te põe onde nasceste./
Eu que te benzo. Deus que te sare./
Onde eu ponho as minhas mãos, Nossa Senhora dá santidade./
Deus queira curar esta quebradura,/
esta rendidura que esse pobre enfermo tem./
Seja pelo amor de Deus, seja tudo. Amém.//

Mas poucos sabem como uma benzedeira inicia seu “sacerdócio”. Tradicionalmente a Sexta-feira Santa é a única data onde se ordena o Dom de ser Benzedeira a uma mulher de bom coração e sem impedimentos. Esta pessoal deve ajudar através das rezas todo tipo de necessitado sem distinção de classe ou credo. Dons e formas de cura cercam as benzedeiras que para partes da população brasileira é encarada como um TABU. 

domingo, 1 de abril de 2012

A Semana Santa em Mogy


Para o catolicismo a Semana Santa, período que abrange desde o Domingo de Ramos ao Domingo da Ressurreição é o ápice da fé cristã. As tradições em volta desde período são carregadas de simbolismo, que dependendo da região pode-se modificar. Neste caso a Procissão do Fogaréu em Goiás tradicionalmente ocorrida às 0h00 da manhã de quarta-feira, veio para o Brasil com alguns padres espanhóis. Para quem não conhece esta procissão, a primeira impressão é de ser um culto profano. Mas seu significado está baseado na encenação da prisão de Jesus Cristo e tem início às 0:00 com a iluminação pública apagada e ao som de tambores, à porta da Igreja da Boa Morte, na praça principal da cidade. Os penitentes, vestidos em indumentária especial e representando soldados romanos, seguem então para a escadaria da Igreja de N. S. do Rosário, onde encontram a mesa da última ceia já dispersa. Em seguida, avançam na direção da Igreja de São Francisco de Paula, que simboliza o Monte das Oliveiras, onde se dará a prisão de Cristo. Este é representado por um estandarte de linho pintado em duas faces, obra do artista plástico oitocentista Veiga Valle.



          Em nossa Mogi das Cruzes esse culto não é realizado como em Goiás, nossas tradições se originaram em conjunto com as tradições Paulistas e Mineiras e estas sucessivamente se espelharam no culto Romano Apostólico. A Catedral de Sant’Anna e as Igrejas do Carmo se revestem de simbolismo, com inicio das celebrações a partir do Domingo de Ramos, onde o Bispo abençoá ramos de Palmeiras e Oliveiras lembrando a entrada de Jesus em Jerusalém. 



"E, dito isto, ia caminhando adiante, subindo para Jerusalém. E aconteceu que, chegando perto de Betfagé, e de Betânia, ao monte chamado das Oliveiras, mandou dois dos seus discípulos, dizendo: Ide à aldeia que está defronte, e aí, ao entrar, achareis preso um jumentinho em que nenhum homem ainda montou; soltai-o e trazei-o. E, se alguém vos perguntar: Por que o soltais? assim lhe direis: Porque o Senhor o há de mister. E, indo os que haviam sido mandados, acharam como lhes dissera. E, quando soltaram o jumentinho, seus donos lhes disseram: Por que soltais o jumentinho? E eles responderam: O Senhor o há de mister. E trouxeram-no a Jesus; e, lançando sobre o jumentinho as suas vestes, puseram Jesus em cima. E, indo ele, estendiam no caminho as suas vestes. E, quando já chegava perto da descida do Monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, regozijando-se, começou a dar louvores a Deus em alta voz, por todas as maravilhas que tinham visto, Dizendo: Bendito o Rei que vem em nome do Senhor; paz no céu, e glória nas alturas. E disseram-lhe de entre a multidão alguns dos fariseus: Mestre, repreende os teus discípulos. E, respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão. E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela, dizendo: Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados; e te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação." (Lucas 19:28-44)



          Na quinta-feira inicia-se o Trido Pascal, com a missa dos santos óleos (Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos) e a renovação dos votos sacerdotais para todos os padres da Diocese de Mogi. Na noite da quinta-feira também ocorre a Missa de Lava-pés. Nesta celebração o Bispo vala e beija os pés de 12 fiéis relembrando a mesma ação feita por Cristo, após esse momento o celebrante relembra a instituição da eucaristia onde Jesus suplica para nós fiéis que sempre relembre este momento por toda a eternidade. Ao final desta missa os fiéis retiram a toalha do altar, simbolizando que cristo está preso esperando por seu suplicio. Já o Bispo após este momento expõe a santa eucaristia para que os fiéis permaneçam em vigília até a madrugada da sexta-feira.

“Ora, se Eu Senhor e mestre, vos lavei os pés, vós deveis, também, lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, assim como Eu vos fiz, façais vós também.” João (13:14 e 15)

“E tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei: isto é o meu corpo, que é partido por vós, fazei isto em memória de mim...” (Cor. 11:24 e 25)



          A sexta-feira santa é a única data onde não se ocorre missa em nenhum local do mundo, nesta data é feita apenas uma celebração em memória da morte de Jesus pontualmente às 15h00. O inicio desta celebração se destaca com a entrada do bispo e os fieis todos em silencio, ao chegar no presbitério o bispo se prostra diante do altar tirando os sapatos, o anel e a cruz peitoral, e toda a roupa litúrgica ficando apenas com uma alva branca. Isto simboliza nossa compaixão e insignificância perante a morte do filho de Deus. Na noite da sexta-feira às 19:00 ocorre a Procissão do Senhor Morto.Procissão que lembra em muito as ocorridas em cidades de Minas Gerais, se utiliza matracas todo o povo se reveza para carregar os andores do Senhor Morto e Nossa Senhora dos Dores.



          No sábado se celebra a Missa da Vigília Pascal, onde o Bispo faz a benção do Círio Pascal, uma grande vela onde após ser acesa, será utilizada nas cerimônias de Batismo, Primeira Eucaristia e Crisma.



          O Domingo é o dia mais esperados pelos católicos, a uma procissão realizada a partir das 5h30 na frente da Catedral, culminando em uma missa que relembra e comemora-se o momento que Jesus ressuscitou, passando para nós que além da morte existe um recomeço. Este dia se torno o mais importante para o catolicismo e encerra o ciclo pascal. A uma curiosidade que atualmente esta ao alcance apenas do clero. A Pasquela é a denominação dada para o descanso dos fieis na segunda-feira, pois com uma semana conturbada de celebrações é impossível repousar.