terça-feira, 20 de março de 2012

Fatos de Mogy – III: São as águas de março fechando o verão


As enchentes são fatos que ainda aflige a população Mogiana. Desde a instalação do aldeamento em 1600, os bandeirantes já se preocupavam com a elevação das águas do antigo Rio Anhembi, hoje Tietê. Geograficamente Mogi foi fundada em um terreno alto, uma planície onde hoje se encontra o atual centro da cidade, o quadrilátero das ruas ( Antonio Cândido Vieira, José Bonifácio, Dr. Deodato Wertheimer e Ricardo Vilela). Este pequeno espaço entre as ruas citadas era segura e razoavelmente elevado comparando comparado com o nível das cheias. A população da jovem Vila de Sant’Anna de Mogy-Mirim, teoricamente era livre das enchentes.

Com o passar dos séculos o problema foi aumentando, em conjunto com a degradação e urbanização em torno do Rio Tietê e seus afluentes como Ribeirão Ipiranga, Córrego dos Canudos, Córrego Lava-pés e Rio Negro, prejudicando ano a ano Mogi. Bairros são conhecidos pela população em virtude dos números casos de enchentes, Mogilar, Ponte Grande, Rodeio e áreas Centrais, convivem cara a cara com o inimigo silencioso. Cabe a Poder Público conscientizar e prevenir tais catástrofes. Um exemplo foi à construção do Piscinão na segunda gestão do prefeito Junji Abe, retendo boa parte das águas que poderiam alagar as áreas baixas do novo centro. 

Cabe a nós sociedade prevenir o despejo de lixos nas ruas, rios e terrenos, tais atos, tem grande peso na problemática das enchentes. Sistemas estão sendo criados na cidade para suprir a demanda do descarte de lixo não orgânico (Reciclagem exemplo: Eletrônicos, pilhas, pneus, lâmpadas e etc.). Os ECOPONTOS criados recentemente em 2011 pela secretária do Verde e Meio Ambiente são locais de coleta destes itens não orgânicos, facilitando ao morador descartar itens pouco recolhido pelo sistema de coleta, em alguns casos são eliminados nas ruas ou em terrenos. Como dizia o poeta Tom Jobim “São as águas de março fechando o verão”, poeticamente a frase traduz a passagem das estações e consigo o amor dialogado, inquestionável. Mas na realidade as “águas de março” se transformam na frase “É pau, é pedra, é o fim do caminho” traz consigo tragédias, decepções e lamento, até quando os brasileiros irão sofrem com estas intemperes.

Obs.: As fotos abaixo retratam enchentes nos anos 30, 40 e 90. Todas enfatizando o bairro do Mogilar e Ponte Grande.

Fonte: Fotos do Arquivo Histórico de Mogi das Cruzes. 








































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