quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Preservando a Memória: Cemitério São Salvador

Para grande parte da sociedade o cemitério é visto com certo preconceito, lugar de morte, dor e lamento. Mais se observarmos a fundo os cemitérios, reúnem memórias individuais, crenças, religiosidade, arte e patrimônio. Em nossa Mogi das Cruzes, o Cemitério São Salvador, reúne em seu interior obras raras e aspectos únicos de uma região. Lendas ali criadas são passadas por gerações como a “Lenda da Menina da Pipoca”, “A Mulher que Pisca”, “O Menino da Agulha” e “O Capitão Quinzinho”. Mas com o avanço dos séculos e o esquecimento de familiares, jazigos importante do S. Salvador estão as ruínas. Isto infelizmente se enquadra em uma segunda morte. Primeiro houve a morte carnal e segundo a morte do esquecimento. E cabe ao historiador, fazer o papel de “Deus”. Ressuscitando a pessoal do esquecimento, preservando sua vida e memórias passadas.

Iniciamos um trabalho com alunos do curso de Agenciamento de Viagens da ETEC Presidente Vargas, com minha supervisão Prof. Glauco Ricciele Prado Lemes da Cruz Ribeiro, Profª Fabiane Garcia e Prof. Paulo Ciaccio. Com o objetivo de resgatarmos e preservarmos estas memórias esquecidas no Cemitério São Salvador. Alunos colheram dados perdidos pelo tempo e analisaram em conjunto, remontando  histórias de pessoas que contribuíram para o crescimento de nossa Mogi. Ao final do projeto uma exposição resultante da pesquisa, lançara uma semente a comunidade e ao poder público, conscientizando da importância do preservar e utilização dos meios urbanos como ferramenta formadora de cidadãos.














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