domingo, 27 de fevereiro de 2011

História Política do Brasil - MTV

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Modelo de Capa e Folha de Rosto

Caros alunos abaixo vocês encontraram os modelos de "Capa" e "Folha de Rosto"

Capa:




Folha de Rosto:




Exemplo de Capa e Folha de Rosto:


Como elaborar um trabalho de pesquisa

            Antes de se elaborar qualquer trabalho de pesquisa, a primeira coisa a fazer é procurar informações sobre o tema, não só nos manuais, mas sobretudo recorrendo a bibliografia complementar. Deves escolher um tema que corresponda aos teus interesses e sobre o qual disponhas de informação suficiente. Esta informação deve ser organizada e, cuidado­samente selecionada, para que, quando da elaboração do trabalho, não haja repetições. Do material recolhido serão aproveitadas apenas as informações importantes para o tra­tamento do tema. Depois de conheceres bem o assunto sobre o qual vais trabalhar, deverás fazer um plano, ao qual obedecerá o desenvolvimento do teu trabalho; esse plano deverá começar por uma introdução, passará depois ao desenvolvimento e finalmente à conclusão.

Apresentação formal de um trabalho
É fundamental que conheças as partes constituintes de um trabalho. São elas:
                       
Elementos Pré-textuais
1.     Capa (obrigatório)
2.     Folha de rosto (obrigatório)
3.     Dedicatória (opcional)
4.     Agradecimento(s) (opcional)
5.     Resumo na língua vernácula (obrigatório)
6.     Lista de ilustrações (opcional)
7.     Lista de tabelas (opcional)
8.     Lista de abreviaturas (opcional)
9.     Lista de símbolos (opcional)
10.  Sumário (obrigatório)

Elementos Textuais.
1.     Introdução
2.     Desenvolvimento
3.     Conclusão

Elementos Pós-textuais
Referências (obrigatório)
Glossário (opcional)
Apêndice(s) (opcional)
Anexo(s) (opcional)
Índice(s) (opcional)

Editoração
- Formato do papel: A4 (210x297mm), Branco;
- Usar apenas a frente do papel;
- Margens
· Superior: 3 cm;
· Inferior: 2 cm;
· Esquerda: 3 cm;
· Direita: 2 cm;
- Entrelinhamento: 1,5 linha;
- Tipo e tamanho de letra: Fonte Arial, tamanho 12;
- Parágrafo: entrada de 1,25 ou 1 tab, estilo justificado;
- Cada parte do projeto deve iniciar-se em uma nova página;

Introdução
A introdução é a parte da pesquisa onde se faz uma breve apresentação do tema. É a explicação de como se chegou a um questionamento e do motivo pelo qual há uma inquietação a respeito do tema que o aluno se propõe pesquisar. A introdução pode conter um breve histórico sobre o tema a ser abordado, assim como as motivações que levaram o aluno a propô-lo. Ao ler a introdução, o leitor deve ter uma idéia exata do que a pesquisa irá tratar, portanto é importante captar a atenção desse leitor para a proposta do trabalho. O texto deve fazer com que até os não-familiarizados com o assunto possam compreender os aspectos essenciais do tópico que está sendo investigado. É importante lembrar que o tema não dever ser muito amplo. Expressões como “O direito constitucional”, “A escravidão”, “A internet”, entre outras, sugerem temas de conteúdo demasiadamente extenso para ser estudado num único trabalho. Uma boa forma de se limitar o tema é circunscrevê-lo espacial e/ou temporalmente. Além da limitação circunstancial (espaço e/ou tempo), outras formas de “afunilamento” do tema deverão ser pensadas de acordo com a especificidade da área escolhida para a pesquisa. Adjetivos restritivos, adjetivos explicativos e complementos nominais de especificação podem auxiliar nessa tarefa de delimitar ainda mais o tema. Por exemplo, em vez de se falar da “Organização do trabalho”, que seria um tema muito amplo, pode-se falar da “Organização social do trabalho de produção artesanal durante a Idade Média na Europa Ocidental”. Outra preocupação que o aluno deve ter em relação ao tema é a afinidade com a área da qual ele – o tema – faz parte. A tarefa de uma pesquisa pode ser árdua, e sem o necessário gosto e interesse pelo tema escolhido, dificilmente se fará um bom trabalho, visto que ele demanda muito empenho e muita dedicação. Portanto o aluno deve procurar escolher um assunto que seja de uma área de conhecimento, dentro da sua formação, com a qual ele se identifique.


Objetivos
Para se formular um bom trabalho, é necessário definir claramente os objetivos que se deseja alcançar. Eles devem manter coerência com o tema proposto no projeto e devem estar atrelados aos meios e métodos disponíveis para a execução da pesquisa. Os objetivos representam, de forma resumida, a finalidade do projeto. Dependendo da amplitude da pesquisa, pode-se subdividir os objetivos em geral (ou gerais) e específicos. O objetivo geral define explicitamente o propósito do estudo. Os objetivos específicos são um detalhamento do objetivo geral e não são obrigatórios. Muitas vezes, basta a caracterização de apenas um único objetivo. Na seção do projeto intitulada “Objetivos”, o aluno deve começar de forma direta, anunciando para o leitor quais são os reais propósitos da pesquisa que pretende realizar. Alguns exemplos de como começar o capítulo: “O objetivo desta pesquisa é avaliar...” “Pretende-se, ao longo da pesquisa, verificar a relação existente entre...” “O objetivo deste trabalho será enfocar...” Os verbos usados na escrita dos objetivos geralmente aparecem no infinitivo, tais como: apontar, citar, conhecer, definir, relatar, diferenciar, desenvolver, organizar, traçar, comparar, diferenciar, construir, avaliar, etc.


Justificativa
A justificativa é a exposição do motivo que levou – ou dos motivos que levaram – à execução da pesquisa, da relevância de se pesquisar o tema escolhido e da contribuição do projeto à área de estudos em que o tema está inserido. Ou seja, a justificativa é a resposta às perguntas: “Por que se deseja pesquisar este tema?”; “Qual a importância deste tema?”; “Qual a relevância deste tema para a área de conhecimento à qual o trabalho está vinculado?” Respondidas essas perguntas, constrói-se um texto objetivo, onde são arrolados e explicitados argumentos que indicam que a pesquisa é significativa e relevante.

Metodologia
A metodologia é uma síntese de como se pretende realizar a pesquisa. São informados, nesta seção, todos os instrumentos, materiais, procedimentos e etapas da pesquisa. É, na verdade, a resposta à pergunta “Como a pesquisa será feita?”. Conforme a área de atuação é necessário que se explicitem, entre outras, questões como: identificação da população de onde se extrairá uma amostra; critérios adotados para a seleção de material usado como amostragem; forma de operacionalização da coleta de dados; forma de interpretação do material coletado. Utilize, então, o espaço da “Metodologia” para informar ao leitor do seu projeto todas as etapas de que será constituída sua pesquisa.


Referências
Dá-se o nome de “Referências” ao conjunto de citações das fontes consultadas para elaborar o projeto e que são arroladas no final dele em ordem alfabética. É recomendável que somente as obras mencionadas no texto do projeto sejam referenciadas. A citação adequada do material bibliográfico utilizado é um dos pressupostos éticos da pesquisa científica. As referências permitem ao leitor verificar as fontes de informação usadas na elaboração do projeto, permitindo recuperar e confrontar dados. Existem normas para as referências bibliográficas que devem ser seguidas. A conselha-se que seja feita uma consulta às normas da ABNT vigentes à época de elaboração do trabalho para se obter uma padronização da lista de referências. Abaixo seguem alguns exemplos mais usuais:

Modelos de Referências
1.     Referência de publicação considerada no todo.
1.1. Referência de livros, folhetos, manuais, enciclopédias
AUTOR. Título: subtítulo (se houver). Edição. Local de publicação: Editora, data. Número de páginas.

Exemplo 1: livro com apenas um autor
FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. 27. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1998. 248 p.

Exemplo 2: livro com  mais de três autores
THORSTESEN, Vera et al. O Brasil frente a um mundo dividido em blocos. 2. ed. São Paulo: Nobel, 1994. 280 p.

Exemplo 3: referência de enciclopédia
HOUAISS, Antônio & BARBOSA, Francisco de Assis. Enciclopédia Barsa. São Paulo/Rio de Janeiro: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações, 1987.

1.2    Referência de livros de coleções
AUTOR. Título. Edição. Local de publicação: Editora, data. Número de páginas. (Nome e número da série)

Exemplo:
VALLS, Álvaro. O que é ética. 9. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. 84 p. (Coleção
Primeiros Passos: 77.)

1.3    Referência de monografias (trabalho de conclusão de curso, dissertações e teses)
AUTOR. Título. Ano. Número de folhas. Categoria (monografia, dissertação, tese), o grau alcançado, entre parênteses (graduação, especialização, mestrado, doutorado). Instituição, local e ano da defesa.

BARROS, Marcelo Albuquerque. Relações Comerciais entre Brasil e Venezuela.  1998. 104 f. Monografia (Graduação em Economia). Curso de Ciências Econômicas da FCETM, Uberaba, 1998.

2.     Referência de parte de documentos

2.1. Parte de periódico
TÍTULO DA PUBLICAÇÃO. Título da parte, Local: editor, data (ano e/ou volume), numeração do fascículo, descrição física (número de páginas ou volumes). Localização da parte referenciada.

Exemplo:
FOLHA DE SÃO PAULO. Mais, São Paulo: Folha de São Paulo, 25 de mar. de 2001. 32 p. Suplemento de Domingo.

2.3 Artigo de revista
AUTOR do artigo. Título do artigo. Título da revista, local da publicação, número do volume, fascículo, página inicial e final do artigo, mês e ano (nota indicativa do fascículo, quando houver).

Exemplo:
DIAS, Reinaldo. A administração ambiental e o poder público municipal. Revista de Administração Municipal, Rio de Janeiro, v. 42, nº 216, p. 51-65, jul.-set. 1995.

2.2    Artigo de jornal
·         Assinado
AUTOR do artigo. Título do artigo. Título do jornal, local da publicação, data (dia, mês e ano). Descrição física (número ou título do caderno, da seção, do suplemento, páginas do artigo em questão e número de ordem das colunas), página.

Exemplo:
NASCIMENTO, Iolanda. A Sadia restringe os negócios na Argentina. Gazeta Mercantil,  São Paulo, 3, 4, 5 de maio de 2002. Finanças & Mercados, Caderno B, p.14.

·         Não assinado
PRIMEIRA palavra do título do artigo. Título do jornal, local de publicação, data (dia, mês e ano). Descrição física (número ou título do caderno, da seção, do suplemento, páginas do artigo em questão e número de ordem das colunas), página.

Exemplo:
PETROLEIRO  pára e cai a produção de óleo bruto. Folha de São Paulo, São Paulo, 3 de maio de 2002. Caderno Dinheiro, p. B-6.

3.     Referências veiculadas por meio eletrônico

3.1. Documentos considerados no todo e acessados por Internet.
Exemplo:
ADMINISTRAÇÃO de recursos humanos da classe mundial. Disponível em: http://www. manpower.com.br/em/range.asp. Acesso em: 2 de mar. 2002.

3.2    Artigos de revistas e jornais publicados por meio eletrônico
·         Artigo assinado disponível em revista eletrônica
Exemplo:
SANTOS, Rubens da Costa. Doador: características principais e possíveis preocupações. Integração, nº 14, maio/2002. Disponível em: http://integração.fgvsp.br/financiadores.html. Acesso em: 5 de maio 2002.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Triste descaso...

Quem passa desavisado pelas quadras do cemitério de Raiz da Serra, em Magé, pode pensar que se trata de um joão ninguém. Mas, sob um tampão de cimento, sem qualquer tipo de glória, com mais quatro pessoas no mesmo túmulo, está enterrado Manoel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha. Um dos maiores ídolos do futebol brasileiro - aquele fazia seus adversários de joões - foi enterrado quase que "de favor" em uma sepultura coletiva. A única lembrança de que ali está enterrado o gênio das pernas tortas é uma inscrição na tampa de concreto do túmulo: "Aqui descansa em paz aquele que foi a alegria do povo". A falta de memória com quem encheu de alegria principalmente o time do Botafogo, entristece os dez filhos de Garrincha e a cantora Elza Soares. 







Não sabia de nada disso que está acontecendo. Com certeza o Botafogo deveria fazer alguma coisa, e se depender do time nada está sendo feito. Foram 13 anos dedicados ao clube, o mínimo de respeito e reconhecimento deveria ser praticado, afinal, o "Garrincha" foi um ídolo ou não do Botafogo?



Um dia com Mané

Em 21 de abril de 1973, “Garrincha” visita Mogi das Cruzes ele já não era mais profissional, tinha encerrado sua carreira um ano antes no Olaria do Rio de Janeiro, sua presença em Mogi foi possível pela amizade que tinha com “Gilson” e “Ademar Pantera” amizade essas feitas quando “Garrincha” joga no Corinthians, mas não era só isso que o trazia para Mogi, sua visita foi bem remunerada. Naquela tarde de feriado nacional Mogi parava para ver “Garrincha”. Nem todos que iriam para o estádio assistiria ao jogo, o Estádio do União é acanhado e nesse jogo recebe cerca de 5 mil espectadores que se acotovelavam-se para ver os jogador, além de “Garrincha” o XI da Saudade tinha em seu elenco jogadores como “Ademar Pantera”, “Gildo”, “Mão-de-onça” e “Tupãzinho” ex-palmeiras. O time escolhido para enfrentar o XI da Saudade era S.E.E.D. que representava os funcionários o Correio da Capital Paulista. Para um amistoso foi até muito disputado resultado foi de 1x0 para o XI da Saudade, gol de “Gildo”. Mas naquele dia o resultado pouco importou e sim a festa que Mané tinha propiciado aos Mogianos. Nelson Rodrigues referia-se a “Garrincha” como a alegria do povo esse adjetivo retrata bem sua característica, independente da torcida para muitos torcedores o futebol de “Garrincha” era democrático sem fronteiras entre times. Em Mogi “Garrincha” passou pouco tempo, mas o suficiente para conquistar ainda mais seus fãs, durante todo o tempo do evento trato do mundo com muita simpatia, bate bola e tira fotos com as crianças que estavam em campo.



Fonte: União Futebol Clube - Saudosos Veteranos
Reinaldo Alexandre Luciano

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Hino de Mogi das Cruzes



Foi tanspondo a serra do mar
Que Bráz Cubas teu solo pisou
E nos deu a razão de amar
Esta terra que ele fundou

Situada às margens do Rio
Tietê, aos pés do Itapeti
Habitada por gente de brio
Que sorrindo sempre vela por ti.

Teu brasão, de teus filhos estampa
A história, heroísmo, os feitos
Bandeirantes que nos deram de herança
Nossa origem, nosso grande conceito

Do trabalho, teu povo é amante
Braços fortes,coragem imorredoura
Te fundiram, nesta gigante
Nesta terra tão encantadora

Por ti, minha Mogi querida
Das Cruzes, o símbolo cristão
Darei a minha própria vida
De todo o meu coração

Por ti, minha Mogi querida
Das Cruzes, o símbolo cristão
Darei a minha própria vida
De todo o meu coração

Foi lutando com fé e amor
Que na guerra teu filho brilhou
E voltou só ferido da dor
Dos irmãos que lá ele deixou

Na Itália, distante Itália
Em Pistóia, bem longe do Anhembi
Recobertos com louros e glórias
Conquistadas por heróis de Mogi.

O saber, de tua gente é pujança
Tua indústria e lavoura um encanto
Patriotismo é a nossa esperança
Liberdade nosso tema de canto.

Salve! Salve! 1º de setembro
Nobre data em que foste fundada
Te saúdo e cumprimento
Minha terra,sempre sempre amada

Por ti, minha Mogi querida
Das Cruzes, o símbolo cristão
Darei a minha própria vida
De todo o meu coração

Por ti, minha Mogi querida
Das Cruzes, o símbolo cristão
Darei a minha própria vida
De todo o meu coração

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Revolução esquecida




No transcorrer dos 450 anos de nossa cidade, inúmeros episódios heróicos puderam ser contracenados por mogianos de sangue ou de coração. Um destes momentos marcantes de nossa história se passa em São Paulo no ano de 1932. O cenário político nacional passava por momentos conturbados o Governo Provisório de Getulio Vargas e suas medidas intervencionistas e centralizadoras, desagradava à velha oligarquia. As atitudes de Vargas levaram ao descontentamento da elite paulista. Sendo assim a crise econômica mundial que afetava o país desde 1929 foi também um dos grandes fatores que desencadeou a Revolução Constitucionalista de 1932. Esta Revolução eclodiu em 9 de julho e chegou ao fim de outubro com a rendição de São Paulo as tropas federais.
Em meio a esses episódios um mogiano de coração se destacou, Tavírio Villaça Pinto de 96 anos é atualmente o único Voluntário Constitucionalista vivo em nossa cidade e um dos poucos do Estado. Villaça nasceu em 1914 no Rio de Janeiro, filho de um almoxarife da antiga Cia. Central do Brasil, veio para São Paulo aos 17 anos em 1931. Segundo Villaça, “Com a transferência do Almoxarifado de viação para São Paulo meu pai se viu obrigado a se mudar para a cidade de São Paulo”. Após se fixar em São Paulo Villaça conclui o a Escola de Contabilidade como guarda livro, e conhece seu padrinho de batismo o Profº Joaquim Teixeira de Aquino onde manteve fortes laços.
O ano de 1932 foi marcado por agitações e crises sucessivas nos meios civis e militares, os antigos partidos da oposição, Partido Republicano Paulista (PRP) e o Partido Democrático (PD), formaram uma Frente Única, com o objetivo de enfrentar o poder central. Essa Frente Única lançou a campanha por eleições a uma assembléia constituinte. No dia 9 de julho de 1932 numa manhã de sábado eclodiu a Revolução Constitucionalista. Segundo Villaça, “Naquele sábado eu ia até a casa dos meus padrinhos para encontrar com meu primo Rolandro, minha mãe me deu o dinheiro para bonde e sai tranquilamente. Ao descer do bonde me deparei com uma grande movimentação no centro de São Paulo. Nisso seguindo meu caminho fui até a casa do Rolandro, mas não o encontrei, segundo minha madrinha ele tinha ido se alistar na revolução e embarcar no trem no mesmo dia, fui até o encontro dele. O encontrei no Largo São Francisco junto como meu padrinho, nisso me despedi de Rolandro. Passado alguns minutos meu padrinho vira para mim e pergunta “E você”, eu vou para minha casa, “Você vai mesmo”, confirmei que iria, mas fui que fui, mas não fui. Dei a volta no quarteirão e me alistei, mesmo sem o consenso de meus pais e sendo carioca, pois tinha 17 anos, meu primo com 16 como poderia deixar ele ir sozinho pra batalha”.
A indústria de São Paulo foi adaptada para fornecer material para guerra, como lança-chamas, máscaras contra gases, granadas de mão, capacetes de aço. As tropas do governo federal, comandadas pelo general Góis Monteiro, avançaram pelo Vale do Paraíba, para a divisa de São Paulo com Minas Gerais, pelo litoral de Parati e Ubatuba e para Itararé, desta forma impediam o avanço das tropas federais. Segundo Villaça, “No ato do alistamento o voluntário recebia o uniforme completo, capacete, arma, marmita e cantil”. “Ao voltar pra casa eu contei a minha mãe, o acontecido... o Rolandro embarcou e eu me alistei. Minha mãe ficou desespera, e pediu que voltasse para entregar tudo que peguei na hora do alistamento. Concordei com ela e fui devolver, mas não devolvi embarquei naquele dia mesmo para Queluz divisa de São Paulo com Rio de Janeiro. Ao chegar fui intitulado primeiro tenente da 1º e 2º Cia por ser o único voluntário a ter se apresentado fardado. E aos meus cuidados ficaram vinte soldados. Só que infelizmente Rolandro foi para Caçapava, só o encontrei no fim da revolução.
Em todas as frentes houve combates violentos. No entanto agosto e setembro ficaram comprovados a superioridade das forças do governo federal, que contava com mais armas munições e soldados. Segundo Villaça, “As dificuldades eram muitas, cheguei a ficar três dias sem comer, nessa ocasião eu e meus homens tivemos que matar uma vaca, um ato de extrema necessidade. Houve também em alguns momento o uso da matraca, pois seu barulho confundia-se muito com os das metralhadoras, o uso desse artifício era necessário nas horas que estávamos sem munições” .
Apesar de São Paulo estar em desvantagem a luta durou três meses, terminando em outubro quando os paulistas cercados pelas tropas, se renderam. No total, foram 87 dias de combates, (de 9 de julho a 4 de outubro de 1932 - sendo o último dois dias depois da rendição paulista), com um saldo oficial de 934 mortos, embora estimativas, não oficiais, reportem até 2.200 mortos, sendo que inúmeras cidades do interior do estado de São Paulo sofreram danos devido aos combates. Em meio a este saldo trágico de mortos, havia dois mogianos de sangue que doaram suas vidas heroicamente para o bem de São Paulo, Fernando Pinheiro Franco e Cabo Diogo Oliver. Mesmo derrotados os paulistas tiveram ganhos políticos. O governo provisório se comprometeu em levar avante o processo de reconstitucionalização do país. Outro ganho para São Paulo em agosto de 1933, passaram a ter um interventor paulista e civil, como desejava a elite. O interventor que assumiu o governo de São Paulo foi Armando Sales de Oliveira. A revolução de 1932 provocou uma reorganização na política nacional, foi um marco do processo de depuração das elites civis e militares.
O destino nos reservou a alegria de vermos Mogi representada em diferentes momentos da nossa história nacional. Embora tenha contribuído para tal, o Senhor Tavirio não se sente nosso herói e diz apenas “ter vivido a vida do jeito que ela deveria ser vivida”, ou seja ter cumprido com o seu papel de “cidadão mogiano”.

Autoria:
Glauco Ricciele Prado Lemes da Cruz Ribeiro
Graduado em História pela Universidade Braz Cubas

Regina Célia Rissoni Valentim
Graduada em História e Pedagogia, Pós graduada em Psicopedagogia e em Formação de Especialista em Educação.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Apenas um sonho...


O sonho do Cel. Francisco Franco, político e empresário não se realizou. O único registro das Linhas de Bonde que cortariam o centro da Mogi das Cruzes, foi esta fotografia datada de 28 de maio de 1919. O problema com a instalação dos Bondes, vem com o não incentivo financeiro por parte do Governo Estadual. Com isso o caixa da Prefeitura Municipal e mesmo o "patrocínio" da obra por parte do Coronel, não bastaram para o inicio, quem dirá para a conclusão da esperada obra. Um fato interessante ao analisar este documento está no costume e moda praticados pelos homens. O terno engomado, chapéu e o bigode com um toque de brilhantina era indispensável.

Fonte: Arquivo Histórico de Mogi das Cruzes

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Preservando a história do Estado de São Paulo



O Arquivo Público do Estado de São Paulo foi criado em 1721. Atualmente vinculado à Casa Civil, pertencia à Secretaria de Cultura até julho de 2008 . Sua função é recolher, tratar e disponibilizar ao público toda documentação de caráter histórico produzido pelo Poder Executivo Paulista.

Entre 2007 e 2008, o Arquivo atendeu cerca de 25 mil pessoas. Seu acervo mantém 22 km lineares de documentação textual, um acervo iconográfico com 1,5 milhão de imagens divididas em fotografias, negativos e ilustrações, uma biblioteca com 39 mil volumes e uma hemeroteca com 1,2 mil títulos de jornais em papel e microfilme.

O contato com o material do acervo é permitido no salão de consultas. A diferença está no atendimento a grupos, feito em local separado escolhido de acordo com o número de pessoas. O salão dispõe de mesas individuais, sala com 13 leitoras de microfilme e cinco mesas próximas a tomadas, que possibilitam o uso de notebooks, além de três terminais de consulta com banco de dados.

Entre os freqüentadores do Arquivo, pesquisadores universitários têm predileção por documentos manuscritos, do período colonial e do Império. Já os estudantes de ensino médio utilizam com mais freqüência o acervo de jornais e a hemeroteca, em busca de fatos cotidianos do passado.

No site do Arquivo Público (www.arquivoestado.sp.gov.br), o interessado encontra um guia que dá uma visão geral da documentação arquivada na instituição. Há ainda uma boa parte do acervo disponível para consulta on-line. Nessa área, o conteúdo mais procurado é o do jornal Última Hora, digitalizado em 2008.

O Arquivo busca realizar parcerias com diversas instituições para a preservação e difusão de seu acervo. Dois projetos são baseados em documentos do século XIX: Memórias Paulistanas: preservação e disponibilização dos ofícios diversos de São Paulo (1822-1919), com financiamento do Ministério da Justiça, e Presença do Imigrante na Memória Nacional: Preservação e Divulgação do Conjunto Documental dos Núcleos Coloniais da Região de Campinas (1886-1922), em parceria com o BNDES.

Em 2009, foi lançado o projeto Memórias Reveladas - Centro de Referência das Lutas Políticas, 1964-1985, uma iniciativa da Casa Civil da Presidência da República, com a coordenação do Arquivo Nacional. O projeto irá catalogar acervos e colocar à disposição do público, pela internet, os registros documentais sobre as lutas políticas no Brasil durante a ditadura militar. Nesta fase do projeto está prevista a microfilmagem de 2 mil pastas com dossiês do acervo do DEOPS-SP. Com a Cinemateca Brasileira, por sua vez, foi firmado um termo de cooperação técnica que prevê a microfilmagem e digitalização de 140 mil páginas de roteiros da TV Tupi.

Desde 2000, o Arquivo Público atua também como órgão técnico consultivo do Ministério Público na defesa do patrimônio arquivístico do Estado de São Paulo, inclusive das administrações municipais. Outro importante trabalho vem sendo desenvolvido junto aos municípios paulistas com o objetivo de estimular e orientar a criação de Arquivos Públicos Municipais.

Fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br/trabalhandoporvoce/casa-civil-arquivo

Escola Municipal Isidoro Boucault



Desculpem a demora!!!
É com muito prazer que retribuo o agradecimento aos professores da Escola Municipal Isidoro Boucault. Fico contente e com sentimento de dever cumprido ao saber que o curso "Mogi das Cruzes: História, Passado e Presente" em que ministrei, floresceu entre os educadores, com isso alunos e comunidade puderam colher frutos em forma de sabedoria e lembranças de uma Mogi das Cruzes amada por todos. Também agradeço a equipe de coordenação dos CEDIC, pela postagem e apoio. A todos meu obrigado, espero que nesse ano de 2011 possamos estar juntos reconstruindo nossa história.

Voltando

Por motivos de força maior, não pude contribuir com publicações no 2º semestre de 2010. Mas a partir de fevereiro, semanalmente estarei postando novidades de nossa querida Mogi das Cruzes.