segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

MAKEGUMI & KACHIGUMI: TERRORISMO E REPRESSÃO EM MOGI DAS CRUZES-SP, DÉCADA DE 1940.

Nos anos de 1942 a 1946 o DEOPS instaurou um inquérito para investigar a prática de ações terroristas e atividades subversivas por parte de imigrantes japoneses no estado de São Paulo e em cidades como Mogi das Cruzes. As ações terroristas referem-se a atentados pessoais contra japoneses “derrotistas” cometidos por “vitoristas”, assim chamados os primeiros na derrota e os segundo, na vitória do Japão na Segunda Guerra Mundial. Este estudo visa a mostrar o cotidiano vivenciado pelos japoneses em Mogi das Cruzes durante a Segunda Guerra Mundial, por meio de pesquisa documental, realizada nos Arquivos do DEOPS, tendo como exemplo o caso do colono nipônico Nobuyoshi Ozaki, preso em 1946, membro da seita Seinem Doski Kai (Associação dos Jovens Correligionários). Os estudos em torno da colônia japonesa em Mogi das Cruzes, na década de 1940, mostraram as ações clandestinas nos campos da economia e política. Mogi das Cruzes possuía três sociedades secretas particularmente de japoneses, Seinem Doski Kai (Associação dos Jovens Correligionários), originalmente fundada em Mogi das Cruzes, Zaihaku Zaigo Gunjin Kai (Sociedade dos ex-militares japoneses no Brasil) e Shindo-Remmei (Liga do Caminho dos Súditos) todas instaladas em Mogi das Cruzes após o término da Segunda Guerra Mundial. A emergência desses conflitos revelou a dimensão assumida pelo sentimento nacionalista, permitindo aspectos de ordem política, econômica, social, cultural e racial.




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